quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estudo nos EUA defende repensar jornalismo on-line

NOVA YORK. A Universidade de Columbia divulgou ontem um estudo sobre jornalismo digital em que sugere que os jornais precisam repensar seu relacionamento com os anunciantes. Isso não significa dar aos anunciantes o controle editorial, mas apresentar alternativas ao estabelecimento de preços baseado no impresso e criar conteúdo valioso para a internet. Com esse estudo, a Escola de Jornalismo da universidade visa a ajudar jornais, revistas e TVs a competirem no mercado on-line.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/05/11/estudo-nos-eua-defende-repensar-jornalismo-on-line-924431591.asp#ixzz1M50xYR72 
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Os maiores grupos de mídia do mundo (2012)

Meio e Mensagem


Ranking de instituto alemão coloca Globo na 25ª posição entre os maiores conglomerados de mídia do planeta







O Instituto para Políticas de Mídia e Comunicação da Alemanha divulgou o ranking de 2012 com os 50 maiores grupos de mídia do mundo. Para a lista forem consideradas as estratégias e o foco das corporações na criação de conteúdo impresso, televiso e online e multplataforma. 
Para o ranking, o instituto não considera o faturamento total do grupo, mas sim a parte referente aos produtos e canais de mídia. Na lista, a única companhia brasileira presente é a Rede Globo. Segundo o instituto, a Rede Globo tem uma receita anual de mídia de € 4,7 bilhões.

No topo da lista aparece o grupo que reúne a Comcast, NBC e Universal, que conta com uma receita anual de € 40,1 bilhões com mídia. Em segundo lugar ficou a Walt Disney Company, com uma receita de € 29,4 bilhões e em terceiro o Google. Das dez primeiras empresas da lista do Instituto, sete são norte-americanas.

Confira as 20 maiores corporações de mídia do mundo – e suas respectivas receitas – segundo o Instituto alemão.

1- Comcast/NBC Universal/LLC (EUA) – € 40,1 bilhões
2- The Walt Disney Company (EUA) - € 29,377 bilhões
3- Google Inc. (EUA) - € 27,231 bilhões
4- News Corp. (USA) - € 23,998 bilhões
5- Viacom Inc. (EUA) - € 20,948 bilhões
6- Time Warner (EUA) - € 20,815 bilhões
7- Sony Entertainment (Japão) - € 16,514 bilhõex
8- Bertelsmann AG (Alemanha) - € 15,253 bilhões
9- Vivendi S.A (França) - € 12,486 bilhões
10- Cox Enterprises Inc. (EUA) - € 11,013 bilhões
11- Dish Network Corporation (EUA) - € 10,092 bilhões
12- Thomson Reuters Corporation (EUA) - € 9,919 bilhões
13- Liberty Media Corp. (EUA) - € 9,080 bilhões
14- Rogers Comm. (Canadá) - € 9,031 bilhões
15- Lagardère Media (França) - € 7,657 bilhões
16- Reed Elsevier PLC (Inglaterra) - € 6,902 bilhões
17- Pearson plc (Reino Unido) - € 6,754 bilhões
18- ARD (Alemanha) - € 6,221 bilhões
19- Nippon Hoso Kyokai (Japão) - € 5,996 bilhões
20- BBC (Inglaterra) - € 5,584 bilhões 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

The Daily: leitores criticam 'textos superficiais' do jornal para iPad, aponta pesquisa


RIO - A empresa Know Digital, com sede na Pensilvânia (EUA), especializada em pesquisas de mercado, realizou um dos primeiros levantamentos sobre o The Daily, jornal do magnata da comunicação Rupert Murdoch produzido exclusivamente para o iPad e apresentado há dois meses.
Lançado em 2 de fevereiro, e ainda em fase de divulgação, o The Daily é elogiado por sua facilidade de uso e pela qualidade na apresentação de fotos e vídeos. O estudo, feito a partir de entrevistas com proprietários do tablet da Apple com idades entre 25 e 45 anos, ressalta a diferença entre as opiniões de homens e mulheres. Enquanto elas valorizam o visual do produto e reclamam da ausência dos cupons de desconto, comuns nos jornais de papel, eles parecem mais habituados à leitura da imprensa tradicional e acusam o The Daily de publicar textos muito o superficiais.
Outra conclusão apontada pelo levantamento divulgado nesta sexta-feira é a falta de atualização constante das noticias, sobretudo de grandes acontecimentos, como o recente tsunami no Japão e as rebeliões populares no Norte da África. A pesquisa apontou ainda que a maioria dos leitores considera o The Daily muito mais um aplicativo do que um periódico.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/the-daily-leitores-criticam-textos-superficiais-do-jornal-para-ipad-aponta-pesquisa-2801654#ixzz22NvcXbXm
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domingo, 27 de março de 2011

O concerto que nunca se repete



Entrevista com Keith Jarrett - O Globo - Segundo Caderno - 27/03/2011 - por Arthur Dapieve



Embora no começo da carreira você tenha chegado a gravar Bob Dylan e Joni Mitchell, você parou de recorrer a novas composições, que alguns chamam de “novos standards”. Por quê?

Não acredito que haja novos standards, como quer o Herbie Hancock. O que temos agora não é tão interessante como os standards. É um erro achar que são. O mundo mudou de marcha. As pessoas não conseguem mais ficar quietas. Nem no Japão. Há muita informação, muito rápida, muita informação desinteressante. Compor é uma das coisas às quais as pessoas não dedicam mais o tempo necessário.


"Você mencionou que as pessoas não conseguem mais ficar quietas, sem estarem conectadas... Como você lida com toques de celular em seus concertos?

Eu tento fazer com que as pessoas cresçam, que entendam a importância de estarem ali, quietas, escutando a música. Até agora, eu perdi... Mas não significa que eu não vá mais tocar. “Por que você não abandonou o palco?”, perguntaram-me depois de três concertos recentes em que celulares tocaram. “Nãooo...”, respondi. Vejo-me como um samurai, lutando sozinho contra a desatenção, a incapacidade de ouvir. Mas eu gosto de me surpreender com o público também. Fiz um concerto milagroso em Nápoles. Italianos não são famosos por serem quietos, napolitanos não são famosos por serem quietos, mas lá eles ficaram quietos, altamente respeitosos. Se eu dissesse que não tocaria mais ao vivo por causa do barulho, eu nunca teria ido tocar em Nápoles. De vez em quando é bom se abrir ao inesperado".