sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Imagens noturnas da Terra revelam a ocupação do homem




Humberto Tanure *
http://www.nasa.gov/mission_pages/NPP/news/earth-at-night.html

A Terra vista do espaço, quando iluminada pela luz solar, torna a atividade humana invisível. Já as imagens nortunas destacam a iluminação feérica das grandes metrópoles. Estes detalhes surgem nítidos nas fotos que o Jornal do Brasil apresenta. Elas foram feitas da Estação Espacial Internacional (ISS), o satélite artificial que orbita o nosso planeta a uma altura de 370 km acima do nível do mar.
As imagens, de grande beleza, foram obtidas pela astronauta americana Sunita Lyn Williams, recordista feminina de permanência no espaço, durante a sua última estadia naquela estação espacial, em 2007. A astronauta Sunita é de ascendência indiana e professa com grande visibilidade a religião hindu. Ela detém os recordes femininos de mais longa permanência no espaço e de maior tempo em atividades espaciais fora da ISS.
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Nas imagens iluminadas pela luz solar, a atividade humana é invisível, as feridas provocadas na superfície terrestre por 20 mil anos de civilização não aparecem. Veem-se áreas imensas do nosso planeta, como o deserto do Saara, os alpes suíços, o Mar Negro e áreas próximas, o Mar Vermelho, o Rio Nilo e a Ásia Menor. Dessa distância um “extraterrestre” poderia nos tomar por um planeta desabitado.
Exatamente o contrário acontece com as imagens noturnas, onde a iluminação das grandes metrópoles e suas conexões revelam a ocupação do solo pelos seres humanos e, mais que isso, permitem inferir o nível da atividade industrial na região. Assim a costa leste dos Estados Unidos ou as Ilhas do Japão se destacam com nitidez, enquanto a Índia e o interior da China são apenas visíveis.
*  diretor do CPDoc J
B

Setor de jornais dá sinais de estabilização



Revista 'Economist' afirma que novas estratégias recuperaram receitas com circulação nos EUA
LONDRES A revista britânica "Economist" em sua presente edição evocou Clark Kent, o alter ego do Super-
Homem - na recente edição dos quadrinhos em que ele pede demissão do fictício "Daily Planet" porque o
jornal desistiu de fazer reportagens -, para perguntar: será que o jornalismo impresso vai tão mal das pernas
que até os super-heróis o estão abandonando? Mas, ao fazer um balanço do setor para responder a esta
questão, a revista conclui, focando sobretudo nos EUA, que após anos seguidos de retração os números
enfim dão algum alento.
Com novas estratégias para obter recursos, a indústria de jornais vem conseguindo se reciclar. A "Economist"
lembra que desde 2006, quando em uma capa de sua edição perguntou o que "havia matado os jornais", o
setor só viu a situação piorar. Os "anúncios despencaram. Leitores continuaram migrando para edições on-
line. As receitas seguiram em queda, para apenas US$ 34 bilhões nos EUA ano passado - cerca de metade
do que era em 2000".
Cobrança por conteúdo
Agora, as coisas estão menos cinzentas, diz a "Economist". As receitas com anúncios permanecem em
queda, mas os números de circulação começaram a se estabilizar. Em alguns jornais, como o "New York
Times", prevê-se que os recursos provenientes de sua circulação este ano deverão compensar as perdas com
anúncios pela primeira vez em cinco anos. A estratégia do "Times", de permitir o acesso a um determinado
número de artigos, antes de começar a cobrar, parece ter acertado o alvo: a circulação subiu de 29%, em
2001, para 55% no terceiro trimestre deste ano.
E esse quadro otimista já se reflete nas ações de alguns jornais e editoras. Nos últimos seis meses, os preços
dos papéis da New York Times Company subiram 37%. Os da Gannett e McClatchy, duas outras importantes
editoras, avançaram 34% e 24%, respectivamente. A revista lembra que em maio a Berkshire Hathaway, firma
do magnata Warren Buffett, comprou uma série de jornais regionais do Media General, o que gerou rumores
de que o megainvestidor estaria apostando numa melhora de cenário.
O número de jornais nos EUA que estabeleceram algum tipo de cobrança por acesso a conteúdo dobrou este
ano, afirma a "Economist", acrescentando que esta é uma tendência global: "jornais em Brasil, Alemanha e
em outros lugares estão cheios de ceder gratuitamente seus artigos na internet."
A revista britânica alerta que, para cobrar por conteúdo on-line, os jornais precisam ter conteúdo para
oferecer, e isso se tornais mais difícil para aqueles veículos que reduziram muito suas equipes, tornando-se
O número de jornais nos EUA que estabeleceram algum tipo de cobrança por acesso a conteúdo dobrou este
ano, afirma a "Economist", acrescentando que esta é uma tendência global: "jornais em Brasil, Alemanha e
em outros lugares estão cheios de ceder gratuitamente seus artigos na internet."
A revista britânica alerta que, para cobrar por conteúdo on-line, os jornais precisam ter conteúdo para
oferecer, e isso se tornais mais difícil para aqueles veículos que reduziram muito suas equipes, tornando-se
"fantasmas jornalísticos". A "Economist" faz uma comparação com o rádio nos anos 1950, depois que a TV se
tornou popular. Após uma queda inicial, as receitas com anúncios se estabilizaram num patamar mais baixo

Justiça argentina prorroga liminar do Grupo Clarín


Com decisão, artigo da Lei de Mídia não pode ser aplicado até que haja uma decisão sobre sua constitucionalidade


Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires
(Texto atualizado às 21h17) BUENOS AIRES - A Câmara Civil Comercial de Buenos Aires prorrogou a medida cautelar solicitada pelo Grupo Clarín contra dois artigos da Lei de Mídia que obrigam a empresa – a maior holding multimídia da Argentina – a se desfazer de parte de seus ativos, informou nesta quinta-feira, 6, o jornal Clarín, citando fontes da Justiça. A medida foi tomada na véspera da data designada pelo governo da presidente Cristina Kirchner para executar o artigo 161 da lei, que obriga o grupo a vender parte de suas emissoras de TV a cabo e rádio. 
Grupo Clarín é a maior holding multimídia da Argentina - Reprodução
Reprodução
Grupo Clarín é a maior holding multimídia da Argentina
O tribunal federal onde corre o processo denunciou nos últimos dias ser vítima de pressões do Executivo. Nomeações de juízes para esse tribunal foram negadas e magistrados foram forçados a se aposentar.
A Corte Suprema de Justiça determinou, na semana passada, que o tribunal decidisse imediatamente sobre a constitucionalidade dos artigos e deixou o processo a cargo do juiz Horacio Alfonso. A decisão desta quinta-feira prorroga a liminar até que o magistrado se pronuncie.
Pelo Artigo 161 da lei aprovada em 2009, as empresas de comunicação terão de vender em um ano os canais de TV e rádio acima do previsto na lei. Serão permitidas 24 concessões de canais de TV aberta e a cabo e eles não podem transmitir para mais de 35% dos argentinos.
Reação
O presidente da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação (Afsca), Martín Sabbatella, criticou a decisão da Câmara Civil uma hora após o anúncio dos juízes: "é uma vergonha". Sabbatella, em declarações à agência estatal de notícias Télam sustentou que o governo Kirchner "pedirá a intervenção da Corte Suprema de Justiça para que revise este ato que fere a democracia". O diretor da Afsca também afirmou que o Grupo Clarín subornou juízes federais com "viagens à Miami".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Google começa a vender livros digitais e filmes


  • Por Redação Link
    Serviço de conteúdo digital do Google Play terá títulos nacionais e estrangeiros à venda no Brasil
    Por Nayara Fraga
    * Publicado no caderno Economia & Negócios desta quinta-feira
    SÃO PAULO – Enquanto o mercado editorial brasileiro aguarda a chegada da Amazon, o Google traz para o País sua aposta para o mercado de livros digitais. A loja de aplicativos do Android (plataforma presente em smartphones e tablets de diversas marcas) passou a exibir, desde a zero hora de hoje, uma seção para livros e filmes.
    —-
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    Antes, o Google Play – como a loja é conhecida – vendia apenas aplicativos, de inúmeras categorias e desenvolvedores. Agora, a loja passa a oferecer um acervo com livros digitais nacionais e internacionais, a todos os usuários brasileiros do Android, segundo Hugo Barra, brasileiro que é vice-presidente global do Android.
    A seção de livros e filmes da plataforma existe atualmente em dez países, entre os quais Estados Unidos, Austrália e Japão, além de algumas nações da Europa. O Brasil será o primeiro mercado da América Latina a ter acesso ao serviço.
    O investimento no País está ligado ao uso dos dispositivos móveis com Android pelos brasileiros. No terceiro trimestre de 2012, segundo a empresa de pesquisa Canalys, 83% dos 2,9 milhões de smartphones distribuídos para venda no País eram Android. “O Brasil tem nos surpreendido com relação ao crescimento do Android”, diz Barra. “Claro que smartphone não é barato, mas o brasileiro tem uma fome gigantesca (de imersão no mundo digital).”
    Além da biblioteca de livros, que inclui sucessos recentes como Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, o Google trará para sua loja obras de domínio público que já estavam disponíveis no Google Books e clássicos da literatura gratuitos, como romances de Machado de Assis.
    Ao adquirir o livro no Google Play, o usuário será direcionado a um aplicativo de leitura (o Play Livros), que estará disponível na plataforma Android. Este programa funcionará como uma estante virtual. Lá estarão todos os livros comprados ou baixados gratuitamente pelo usuário – com a marcação da página onde a leitura foi interrompida.
    Barra explica que o aplicativo pode ser baixado também em iOS (aparelhos da Apple). Ou seja, a leitura poderá ser dividida entre um Android e um iPhone.
    Para vender livros para o público brasileiro, o Google fechou parcerias com várias editoras. Jorge Oakim, fundador da Intrínseca, diz que o preço das obras no Google Play seguirá o valor cobrado no mercado – 30% mais barato que o livro físico. “Penso que, no fim de 2013, as vendas de ebooks na editora corresponderão a 10% do total das vendas”, diz. Hoje, o catálogo da empresa está disponível na Saraiva, no recém-lançado Kobo, da Livraria Cultura, no iBooks, da Apple, na Saraiva, e, em breve, na Amazon, que tem chegada especulada para breve.
    O diretor da Globo Livros, Mauro Palermo, não fala em estimativas de crescimento. “É a chegada quase que simultânea desses grandes players internacionais que vai acabar definindo o início do mercado digital no Brasil”, diz. “Mas, de fato, esse Natal será digital.”
    Vídeo. A biblioteca de filmes do Google Play também tem títulos brasileiros e estrangeiros. O aluguel custa a partir de R$ 3,90. Os filmes podem ser baixados, para ver depois, ou assistidos por streaming (transmissão instantânea online). É possível ver os filmes ainda no YouTube.

    Ex-ministro Ayres Britto diz que liberdade de imprensa é vital



    Para ele, não deve haver interferência do Estado entre a imprensa e a sociedade


    
Ayres Britto, ex-presidente do STF
Foto: André Coelho / Arquivo O Globo
    Ayres Britto, ex-presidente do STFANDRÉ COELHO / ARQUIVO O GLOBO
    BRASÍLIA - Ao participar nesta quarta-feira de solenidade de lançamento da publicação sobre os sete anos de debates da Conferência Legislativa sobre liberdade de expressão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto enfatizou que não deve haver interferência e mediação do Estado entre a imprensa e a sociedade. Segundo o ministro, o Supremo já decidiu que não cabe regulamentação da liberdade de expressão, de pensamento e da liberdade de imprensa no que é central, nuclear, ou seja o direito à informação e à manifestação do pensamento. Nem mesmo por meio de emendas constitucionais.
    - A liberdade de imprensa desempenha um papel mais que importante, mais que fundamental, vital. Entre a imprensa e a sociedade, a linha é direta e, se a linha é direta, não se admite a mediação, intermediação do Estado. Qualquer tentativa de relativização da liberdade é insuscetível de legiferação, ainda que por emenda à Constituição. A liberdade de pensamento, de expressão e de informação são todas expressões de direitos individuais. Elas começam no artigo 5 da Constituição, os direitos e garantias individuais, são cláusulas pétreas. Por isso não podem ser objeto de reforma nem por emenda constitucional - afirmou Ayres Britto.
    Segundo Ayres Britto, o Supremo já decidiu sobre isso, não é apenas uma opinião pessoal. Segundo o ministro, ao ser questionado sobre a intenção que existe de criar um conselho de regulamentação da mídia, não há como, nem mesmo por meio de emenda constitucional, fazer alterações no que diz respeito à conteúdo, na questão central. No que é periférico, como direito de resposta, aí é possível aprovar leis.
    - Não tem espaço para intermediação do Estado. É a expressão do que foi decidido pelo Supremo, foi ungido e consagrado, deita raízes na Constituição Federal. No que diz respeito às relações nucleares da imprensa, de conteúdo, de informação, não pode nem por emenda. Não pode dispor sobre a oportunidade de manifestação, de informação, ao momento do desfrute da liberdade e do conteúdo da liberdade, no que diz respeito ao direito de manifestação e ao conteúdo da manifestação - disse Ayres Britto, acrescentando:
    - Agora, em relação a direito de resposta, indenização, ação penal, difamação, injuria, no plano de reparação, das relações periféricas, isso pode ser objeto de lei.
    A iniciativa de publicar uma revista trechos e fotos dos sete anos de debates sobre liberdade de manifestação foi do Instituto Palavra Aberta, um instituto sem fins lucrativos que defende a liberdade de informação e de expressão como pilar fundamental de um sociedade democrática. O Instituto nasceu da união de esforços da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional de Emissoras de Rádio e de Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Nacional de Agências de Propaganda (Abrap).
    Presente ao lançamento da publicação, com um resumo sobre os trabalhos feitos desde 2006, o coordenador da Frente Parlamentar de Comunicação Social, deputado Milton Monti (PR-SP) afirmou que a liberdade de expressão é um marco na história da civilização e deve ser preservada.
    - Aqui há um debate constante e uma vigilância constante para defender a liberdade de expressão porque, da mesma forma, tem um movimento grande do outro lado. Os meios de comunicação não podem depender exclusivamente de verbas públicas ou do governo de plantão - disse o deputado.

    quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

    Criador da web é contra mudanças no funcionamento da internet


    Para Tim Berners-Lee, modificações da governança podem “desestabilizar o sistema”


    DUBAI — As discussões em torno de uma regulamentação da internet fizeram o criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, se manifestar contra qualquer sugestão de mudança no funcionamento da rede que possa surgir na Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, que acontece em Dubai até o dia 14 de dezembro. Diretor do World Wide Web Consortium, Berners-Lee teme que modificações na governança da internet ameacem “a estabilidade do sistema”.
    A proposta levada pela Rússia para o congresso tem uma cláusula defendendo que “países membros devem ter direitos iguais para gerenciar a internet, inclusive no que diz respeito à atribuição de números, nomes, endereços e recursos de identificação da internet”. Atualmente, tal atribuição cabe à Icann (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números, na sigla em inglês), órgão internacional, sem fins-lucrativos, baseado nos EUA.
    — Eu acho importante que as estruturas existentes continuem a ser usadas, sem qualquer tentativa de passar por cima delas. Essas organizações funcionam há muitos anos e a tentativa de criação de organizações alternativas para definir os padrões (da internet) seria uma ameaça à estabilidade do sistema — disse Berners-Lee, em entrevista à BBC.
    Na segunda-feira, durante a abertura do congresso, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, defendeu que os países encontrem formas de expandir o acesso à rede. De acordo com o pesquisador, com o crescimento exponencial da rede nos últimos anos, não há necessidade de se criar tratados internacionais sobre o tema.
    — No momento, o crescimento da internet é espetacular e os países em desenvolvimento possuem as maiores taxas de crescimento. Há alguns anos nós criamos a World Wide Web Foundation preocupados com a conectividade. Mas hoje, a conectividade está se tornando onipresente. Nós precisamos de olhar para outros temas, como a neutralidade da rede, espionagem governamental e bloqueios — avalia Berners-Lee.
    Nesta terça-feira, a delegação da Tunísia, berço da Primavera Árabe, apresentou a proposta de incluir no primeiro artigo dos Regulamentos Internacionais de Telecomunicações a garantia de que “os direitos que as pessoas têm offline devem ser protegidos on-line”. A proposta também defende que seja garantida a “liberdade de reunião pacífica on-line”.
    A projeto foi derrubado pela conferência com a justificativa que o texto não é necessário, pois a liberdade de expressão está garantida em outros tratados que regem o funcionamento da União Internacional de Telecomunicações, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    terça-feira, 4 de dezembro de 2012

    ‘The Daily’, primeiro jornal para iPad, chega ao fim após dois anos




    Companhia também adiantou detalhes sobre a divisão de seus negócios em dois braços
    NOVA YORK — A News Corp anunciou na segunda-feira que está fechando o “The Daily”, seu períodico diário exclusivo para tablets, depois de dois anos de existência. A companhia também adiantou detalhes sobre a divisão de seus negócios em dois braços, um editorial e outro de entretenimento. O plano foi aprovado pelo conselho de administração da companhia em junho.
    “Como parte de nossa iniciativa de reestruturação digital, a companhia cessará a publicação diária por meio do aplicativo The Daily em 15 de dezembro de 2012, muito embora a marca permanecerá viva em outros canais. Os ativos de tecnologia e outros pertencentes ao The Daily, incluindo alguns funcionários, serão transferidos para o The Post”, declarou a News Corp em comunicado.
    Além disso, Jesse Angelo, fundador e editor-chefe do “The Daily” e durante muito tempo editor-executivo do “The New York Post”, assumirá o cargo de publisher do “The Post”.
    Lançado em 2 de fevereiro de 2011 como versão exclusiva para iPad, “The Daily” vinha apresentando prejuízo anual de cerca de US$ 30 milhões, apesar dos mais de 100 mil assinantes pagantes. Rumores de um possível cancelamento do diário vinham circulando desde julho de 2012, ocasião em que o site demitiu 50 pessoas de sua equipe de 170.
    O “The Daily”, depois da versão só para iPad, expandiu-se para Samsung Galaxy Tab 10.1 e para o Facebook, oferecendo apps de notícias para EUA e Austrália.
    Chefe do ‘WSJ’ vai dirigir braço editorial
    Sobre a divisão da companhia em duas, a News Corp adiantou que o braço de publicações, que herdará o nome News Corporation, será dirigido por Robert Thomson, atual chefe do "Wall Street Journal". Essa divisão incluirá o próprio "WSJ", o "New York Post", a HarperCollins e negócios de televisão na Austrália. Thomson será sucedido no "Journal" por seu vice, Gerard Baker.
    Já a empresa de entretenimento se chamará Fox Group, e incluirá a Fox Broadcasting, o canal de notícias a cabo Fox News e o estúdio 20th Century Fox.
    Chase Carey, atual presidente e diretor operacional da News Corporation, manterá esses cargos na Fox Group, com James Murdoch, filho do patriarca, como vice.
    Rupert Murdoch, presidente e diretor-executivo da News Corporation, será diretor-executivo do Fox Group e presidente do braço editorial.