sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mercado de operadoras de linha fixa deve se estabilizar

Na avaliação do presidente da Anatel, queda no número de linhas deve ser menor em 2012
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BRASÍLIA - As concessionárias de telefonia fixa - Telefonica, Oi, Sercomtel, CTBC e Embratel - que vinham perdendo entre 8% e 10% do mercado nos últimos anos, tendem a estabilização. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse que este ano a queda de mercado deverá ser bem menor, cerca de 2%. Até o final de junho estavam em serviço no país 43,4 milhões de telefones fixos, sendo 30,2 milhões ou 69,7% das concessionárias e 13,1 milhões ou 30,3% das autorizadas. Concorrendo com as concessionárias, a GVT presta serviço de banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura e Voz sobre IP em 131 municípios do país.
Ele afirmou que a agência vem acompanhando de perto os números para garantir o equilíbrio econômico-financeiro destas empresas e o seu desempenho por meio de seus balanços.
Para Rezende, a aprovação da Lei 12.485 que abriu o mercado de TV por assinatura e acabou com a restrição ao capital estrangeiro, permitindo as concessionárias prestarem este serviço, é um dos principais fatores para a recuperação das empresas. Ele estima que o país deverá fechar o ano com 17 milhões de assinantes de TV paga.
Um dos principais ganhos da nova legislação é a possibilidade de ofertas de serviços convergentes, esclareceu. Os consumidores estão optando pelo combo, onde podem contratar telefones fixos móveis e TV por assinatura. A oferta da banda larga aos seus clientes também está dando impulso aos negócios.
- A GVT e a Net já estavam tirando clientes das concessionárias – admite ele.
João Rezende disse que há uma estabilização também no crescimento no serviço móvel se for considerado somente o serviço de voz. O aumento acentuado é verificado na banda larga móvel onde até o mês passado já estavam em funcionamento 53,95 milhões de acessos. E em dezembro de 2011, existiam no país 41,1 milhões de terminais de banda larga móvel, o que representou um aumento de 99,1% em relação ao ano anterior, quando eram 20,6 milhões de acessos.


 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Grupo Abril, dono da marca MTV no Brasil, nega venda da emissora

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, 'não há nenhuma negociação em andamento'
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MTV, ‘firme e forte’, nega suposto fim das operações no Brasil
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MTV, ‘firme e forte’, nega suposto fim das operações no BrasilDIVULGAÇÃO
RIO - O Grupo Abril, que fez em 2009 um acordo com a Viacom Networks para usar com exclusividade a marca MTV no Brasil (incluindo múltiplas plataformas como TV, internet, celulares, rádio e licenciamento), negou nesta quinta-feira rumores de que executivos estejam negociando a venda da emissora. Já a Viacom, cujo contrato com o grupo de mídia expira em 2018, disse que não tinha mais comentários para fazer neste momento.
"Com relação às informações veiculadas sobre uma suposta venda da MTV, o Grupo Abril comunica que não há nenhuma negociação em andamento", informou em nota a assessoria de comunicação do Grupo Abril ao GLOBO.
A diretora-geral da MTV Brasil, Helena Bagnoli, disse em comunicado no site da emissora que a vida segue normalmente e que os funcionários estão focando seus esforços nos projetos e acordos para o próximo ano.
"Estamos trabalhando no planejamento de 2013 e fechando projetos e parcerias. Estamos fazendo um trabalho incrível, nossa audiência vem aumentando e nossos programas estão cada dia melhores e bem vistos”, disse a executiva, afastando a hipótese de um abandono de projetos.
No Facebook, o comunicado foi reproduzido pela página MTV Brasilque fez questão de tranquilizar os seus 378 mil fãs. “Recebemos diversas mensagens hoje perguntando a respeito dessa "suposta" venda da sua querida MTV Brasil. Além de ser não ser verdade esta notícia, estamos estamos fazendo um ótimo trabalho ... e fechando um casting sensacional para o VMB, que será ainda mais incrível do que foi o ano passado. Portanto, fiquem tranquilos. A MTV continua firme e cada vez mais forte”, finalizou.
Segundo Zico Goes, dirtor de programação da MTV Brasil, atualmente a emissora tem de 15 a 20 programas diferentes exibidos por semana. E, no total do ano, deve chegar a cerca de 40 títulos produzidos em território nacional. Ainda de acordo com a direção, os planos seguem sem alterações e não haverá investimento neste semestre além do que já estava previsto no orçamento anual. Os próximos projetos são para o ano que vem.
Atualmente o Grupo Abril emprega cerca de 7 mil pessoas no Brasil.


 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O futuro da busca on-line


Com nova ferramenta, Google permite respostas contextualizadas para as pesquisas

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Imagem ilustra as pesquisas realizadas pelo Google em diferentes línguas e países. Nos EUA, são 11,4 bilhões de buscas por mês
Foto: Divulgação/Projeto WebGL
Imagem ilustra as pesquisas realizadas pelo Google em diferentes línguas e países. Nos EUA, são 11,4 bilhões de buscas por mêsDIVULGAÇÃO/PROJETO WEBGL
A cada dia o mundo produz mais informações e grande parte delas vai parar na internet. Segundo estimativa da Cisco, atualmente o tráfego na web por mês é de 44 exabytes, ou 44 bilhões de gigabytes, e a expectativa é que em 2016 chegue a 110 exabytes. Para organizar tantos dados, o Google também precisa se aprimorar, e o Knowledge Graph é um passo nesse sentido.
— O futuro das buscas é uma visão muito mais inteligente, com o Google realmente entendendo o que o usuário quer e respondendo exatamente o que ele precisa. Uma parte desse futuro é a construção do Knowledge Graph — afirma Ben Gomes, engenheiro da Google e um dos poucos a ter o título de Google Fellow, funcionário com acesso a qualquer projeto da empresa.
A maior ferramenta de buscas do mundo realiza cerca de 11,4 bilhões de pesquisas por mês apenas nos EUA, segundo estimativa da comScore, muito à frente das concorrentes Bing, que está investindo em redes sociais, e Yahoo!, que contratou a ex-Google Marissa Mayer como diretora-executiva. (Veja quadro ao lado.)
Mesmo com todos os filtros e informações de navegação que o Google aplica, muitas vezes a resposta dada pelo sistema não satisfaz o usuário, pois as palavras possuem diferentes significados. A função do Knowledge Graph é essa: organizar as informações não em palavras, mas em objetos dotados de sentido. Por exemplo, ao pesquisar por “Niemeyer”, a busca atual retorna uma lista com milhares de páginas que citam esta sequência de letras. A nova ferramenta “entende” que “Niemeyer” é uma pessoa e responde com um sumário com informações sobre a vida do arquiteto, principais projetos e outros grandes nomes da arquitetura brasileira.
— Dependendo de quem é o usuário, o Knowledge Graph procura a resposta exata para a necessidade dele. É um caminho para o mundo real, não apenas para uma coleção de palavras — explica Gomes.
O Knowledge Graph também compara diferentes significados de uma mesma pesquisa e dá informações de acordo com cada usuário. Gomes cita o exemplo da busca por “Kings” para uma pessoa que more na Califórnia, nos EUA. Com base em estatísticas de navegação, o Google sabe que existem ao menos três objetos relevantes para essa palavra: o time de hóquei Los Angeles Kings, o de basquete Sacramento Kings e uma série de TV. Com a busca tradicional, as páginas relacionadas a esses três objetos apareceriam de forma aleatória. Com a nova ferramenta, um cartão aparece no canto direito da tela perguntando sobre o que a pessoa quer saber.
Privacidade é problema
Para o professor do departamento de informática da PUC-Rio Daniel Schwabe, a nova plataforma deve facilitar a vida do usuário ao navegar na internet. Mas ele critica a falta de acesso para desenvolvedores.
— É um mundo fechado dentro do Google. Todas as entidades nomeadas estão dentro do próprio Google, sem integração com o resto da web — avalia Schwabe.
Entretanto, todas as facilidades oferecidas pela companhia têm um preço: a privacidade. Para dar respostas cada vez mais contextualizadas, a ferramenta utiliza informações pessoais. Histórico de navegação, geolocalização, agenda, e-mails, contatos, preferências, entre outras. Tudo o que cada usuário faz é registrado.
— Talvez possa parecer errado, mas basicamente estamos utilizando informações produzidas pelas pessoas para dar a elas um produto de graça — justifica Gomes.
O engenheiro explica que é possível navegar de forma totalmente anônima. Segundo ele, existem várias formas de controle disponíveis. É a pessoa que decide se e o quanto de informação quer compartilhar. O professor da ESPM e FGV Paulo Rodrigo Teixeira critica essa posição. Segundo ele, o usuário médio não sabe que suas informações estão sendo coletadas.
— A grande verdade é que as pessoas muitas vezes não sabem que a privacidade delas está sendo invadida. Elas não sabem o que é um cookie (arquivo que armazena dados), por exemplo.
A ferramenta foi lançada em maio nos EUA e disponibilizada para outros países de língua inglesa na semana passada.
— Nosso plano é expandir para as principais línguas do mundo — promete Gomes.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jornalista busca ser mais multimídia


Interesse por treinamento em tecnologia aumenta


estudo

O jornalista deve estar onde está a informação e, cada vez mais, ela se encontra on-line. De acordo com levantamento realizado pela Knight Foundation, o interesse por treinamento em ferramentas multimídia aumentou entre os profissionais de redação. Nos EUA, apenas 40% buscavam esse tipo de conhecimento em 2006. Este ano, esse número subiu para 67,4%.

Incluindo os jornalistas que atuam em outros países, os números são ainda maiores. O interesse principal está em cursos de tecnologia (78,8%), multimídia (76,8%) e habilidades para trabalhar com dados (75,3%). Na outra ponta, os assuntos que chamam menos atenção são ferramentas tradicionais (46%) e legislação (51%).

O estudo mostra ainda que 49% dos pesquisados já fizeram algum curso à distância. Em 2002, eram apenas 5%. Não apenas o número de participantes aumentou, como a qualidade também. Entre os que já realizaram cursos on-line, 70,5% os consideraram iguais ou melhores que os treinamentos presenciais.

"Vários fatores contribuem para a crescente aceitação do treinamento on-line. Necessidade, conveniência, custo e qualidade estão entre eles. De fato, os jornalistas de hoje são mais acostumados com o trabalho on-line do que eram há uma década", diz a pesquisa "Digital training comes to age", realizada com participantes dos cursos oferecidos pela fundação.

A implantação de treinamento à distância é mais barata e simples, mas nem todas as organizações aproveitam essas vantagens. Entre os pesquisados, apenas um em cada quatro participa regularmente de algum tipo de curso oferecido pela empresa onde trabalha e, entre eles, as ferramentas digitais não estão entre as prioridades.

"Tecnologia e habilidade com dados estão em baixa na lista: o treinamento mais demandado é o menos oferecido", alerta o estudo.
Jornal: O GLOBOAutor:  
Editoria: EconomiaTamanho: 298 palavras
Edição: 2Página: 33
Coluna:Seção:
Caderno: Primeiro Caderno

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

E-books: concorrentes reagem a Amazon, Apple e Google no país


Fabricante do Kindle enfrentará ainda dificuldade para impor modelo de negócios

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Kindle Fire, tablet Android com 7", da Amazon Foto: AP
Kindle Fire, tablet Android com 7", da AmazonAP
SÃO PAULO — O mercado brasileiro de livros digitais deve ser chacoalhado pela chegada de três grandes livrarias on-line internacionais até o fim do ano. O destaque fica para a Amazon, maior varejista do mundo, que já anunciou seu site brasileiro para o quarto trimestre deste ano. Mas gigantes da tecnologia como Google e Apple também estão no páreo e devem passar a vender títulos de editoras brasileiras até dezembro. É o que prevê o cronograma dado pelo mercado editorial brasileiro, já que oficialmente as empresas não se pronunciam sobre o assunto.
Há um ano, a Amazon começou a prospecção de parceiros para desembarcar no Brasil. De acordo com uma fonte do setor, a empresa olha com atenção para pequenas empresas de distribuição.
Nove meses atrás, a companhia contratou uma empresa de seleção de executivos para encontrar o gestor da operação brasileira. Três brasileiros estariam no páreo. A escolha do nome deve acontecer até 1º de agosto. Segundo a fonte, o escritório brasileiro deve começar com estrutura enxuta. Com o tempo, pode comprar uma empresa brasileira que tenha de 30 a 40 pessoas, já de olho não só em livros digitais, mas no e-commerce de maneira geral.
A negociação para a entrada no país envolve a oferta de conteúdo local. Hoje, a empresa tem 5,5 mil livros em português (edições brasileiras e de Portugal), mas poucas editoras brasileiras vendem pela loja americana.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) estima que as editoras brasileiras ofertem hoje 10 mil títulos diferentes de e-books. Trata-se de um mercado pequeno se comparado ao americano, onde existem 950 mil títulos disponíveis. As editoras brasileiras lançaram, ano passado, 5.235 títulos no formato digital, que renderam R$ 862 mil em vendas, um valor ainda pequeno em relação ao faturamento de R$ 4 bilhões da venda de livros físicos, segundo pesquisa da CBL e Sindicato Nacional dos Editores de Livros.
Na Livraria Cultura, as vendas de e-book equivalem a 1% do total. Segundo a empresa, nos últimos 12 meses foram vendidos 2,5 mil títulos de 307,5 mil disponibilizados (300 mil internacionais ). Segundo Joaquim Garcia, diretor de TI da livraria, o faturamento com a venda de e-books este ano está 250% maior que no ano passado. Já a Saraiva diz que se a venda de e-books fosse considerada uma loja, teria o 42º maior faturamento entre as outras cem livrarias.
Apesar de pequeno, há potencial de crescimento neste mercado. Um dos motivos é a profusão de dispositivos de leitura. A consultoria IDC Brasil projeta a venda de 2,5 milhões de aparelhos este ano, 200% a mais que os 800 mil vendidos em 2011. Para 2013, a estimativa é que 4 milhões sejam comercializados.
Margem de 50% é considerada alta
A Amazon ainda não encontrou um meio termo no modelo de contrato para as editoras brasileiras, que consideram alta a margem estabelecida pela loja para os livros digitais — de 50%, contra uma média de 30% a 40% praticada por outras livrarias. Cláusulas que colocam nas mãos das editoras o custo de falha no processamento da transação, ou que exigem que promoções feitas na concorrência sejam replicadas na Amazon, também atravancam o fechamento de contratos.
— No começo, a gente entendia que a Amazon teria de chegar ao nosso mercado adaptando-se. Acredito que hoje o processo de negociação já tenha chegado num patamar diferente daquele que estava antes. Cada dia que passa eles conseguem fechar mais contratos — diz Karine Pansa, presidente da CBL.
Mesmo a Ediouro, uma das poucas editoras brasileiras que fornecem títulos em português para a Amazon, está em renegociação. A editora fornece cem de seus 500 títulos em formato digital.
— É um processo normal de negociação. Não temos crítica a eles — diz o diretor da Divisão de Livros, Antonio Araujo.
Enquanto as editoras negociam contratos, o mercado local já se prepara para a concorrência. Na média, o livro digital brasileiro é 30% mais barato que o impresso. Antecipando-se à chegada da rival, o Grupo Positivo abriu a livraria on-line Mundo Positivo. Há dois anos o grupo lançou o primeiro e-reader do mercado brasileiro (o Alfa, seguindo o exemplo da Amazon com o Kindle nos EUA).
— O que restringe o mercado local, no momento, é a oferta de títulos brasileiros, que ainda está pequena — diz André Molinari, vice-presidente de Negócios Digitais da Positivo.
A Livraria Cultura buscou ampliar o mix de produtos para se diferenciar. No fim de abril, lançou uma loja de games e objetos de colecionador, a Geek Etc Br.
— A estratégia é ampliar a oferta de produtos — afirma Joaquim Garcia, diretor de TI da Livraria Cultura.
Base de dispositivos já está formada aqui, diz Saraiva
A Livraria Saraiva, maior do setor no país, diz que a vinda da concorrente americana não altera planos de negócio a curto prazo. Isso porque a Amazon enfrentará no Brasil uma série de obstáculos que não encontrou no mercado americano, como a base de dispositivos já desenvolvida.
— Somos hoje o maior vendedor de livros no Brasil, como era a Amazon quando começou a sua loja on-line no mercado americano — diz Marcilio Pousada, presidente da Livraria Saraiva.
Os brasileiros que têm Kindle aguardam com ansiedade a chegada da Amazon. O assistente de conteúdo Felipe Ferreira, de 24 anos, usa o aparelho desde o ano passado e espera mais variedade de títulos e preços menores.
— Acho que é uma oportunidade de termos literatura com preços mais atrativos e com maiores facilidades — afirma.
Para especialistas, a entrada das estrangeiras atesta a importância que o país ganha no cenário global.
— Vai certamente estimular o crescimento do mercado brasileiro de livros digitais — diz Carolina Riedel, diretora Comercial da Editora Pensamento.
COLABOROU: Lino Rodrigues

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Google e Oracle podem ter pago por cobertura jornalistica


Júri pode ter sido influenciado por cobertura jornalística paga

REUTERS
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SÃO FRANSCISCO - A batalha judicial entre Google e Oracle sofreu uma reviravolta na terça-feira quando um juiz determinou que as empresas revelem o nome de jornalistas, blogueiros e comentaristas que podem constar das folhas de pagamento das companhias.
O juiz William Alsup disse que estava preocupado com a possibilidade de que o Google e a Oracle, ou membros de seus conselhos de administração, tenham pago pessoas que possam ter publicado comentários sobre o caso.
A ordem, anunciada meses após um júri decidir que o Google não violou patentes da Oracle, levanta a hipótese da existência de um mundo escondido de cobertura jornalística paga e injeta incerteza sobre o caso.
Na decisão de uma página, o juiz não dá mais detalhes sobre as preocupações do tribunal.
“O tribunal está preocupado que as partes ou conselhos possam ter retido ou pago autores de veículos impressos ou de internet, jornalistas, comentaristas ou blogueiros que podem ter publicado comentários sobre os assuntos do caso”, disse Alsup na ordem emitida na terça-feira.
As empresas devem divulgar as informações até 17 de agosto.
A Oracle processou o Google em tribunal federal dos Estados Unidos, afirmando que o sistema operacional Android violou patentes e direitos autorais do Java. A companhia busca uma indenização de cerca de US$ 1 bilhão.
Mas o júri decidiu em favor do Google e o juiz decidiu que a Oracle não pode reclamar proteção de direito autoral na maior parte do material relacionado ao Java apresentado no tribunal. A Oracle afirmou que vai recorrer da decisão.
O julgamento atraiu grande atenção da imprensa e de blogs especializados em tecnologia.
Um dos mais conhecidos blogueiros sobre questões de propriedade intelectual e sobre o caso, Florian Mueller, revelou que recentemente a Oracle tornou-se cliente de consultoria dele.
Especialistas legais afirmam que o impacto da decisão de terça-feira não é claro. “Nunca tinha visto algo como isso antes”, afirmou Eric Goldman, professor na Escola de Direito da Universidade de Santa Clara.
Segundo ele, as razões potenciais para a preocupação do juiz devem determinar se há evidência de que o júri foi influenciado pela intensa cobertura da imprensa sobre o caso ou se o júri baseou-se em evidência tendenciosa, como artigos jornalísticos pagos.
Goldman, que escreveu sobre o caso, disse que provavelmente deve aparecer na listagem uma vez que seu blog tem anúncios distribuídos pela rede de publicidade do Google.


 http://oglobo.globo.com/tecnologia/juiz-de-caso-entre-google-oracle-pede-nomes-de-jornalistas-5723403#ixzz2330s5jVS
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Abert considera ‘preocupante’ antecipar leilão de faixa 700 MHz




Frequência é atualmente usada para transmissões de TV em cadeia nacional

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BRASÍLIA - A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira, estar “preocupada” com a notícia de que o leilão da faixa de frequência de 700 megahertz (MHz) será antecipado. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que o governo pretende realizar essa licitação no próximo ano, para as empresas de telefonia móvel poderem prestar o serviço de 4G.
Esta faixa é utilizada pelas empresas de TV aberta para fazer as transmissões dos programas - jornais, jogos de futebol e novelas - em cadeia nacional, para todo o país. A nota, assinada pelo presidente da Abert, Emanuel Carneiro, alerta que a medida poderá prejudicar a maioria da população, porque 96% dos domicílios do país contam com o serviço.
A Abert ainda afirma que é “surpreendente” que as empresas de telefonia tenham interesse em ter mais espaço de faixa, “no momento em que é notória sua dificuldade em atender o usuário de forma adequada”.
Veja a íntegra da nota:
"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão considera preocupante a intenção de antecipar o leilão da faixa de 700 MHz para ceder espaço a prestadores de serviço pago. De forma surpreendente, as empresas de telefonia demonstram interesse em ocupar mais espectro no momento em que é notória sua dificuldade em atender o usuário de forma adequada. Alertamos que a medida pode comprometer o acesso de uma grande parcela da população ao sinal dos canais de televisão aberta que chegam a 96% dos domicílios brasileiros, com conteúdo livre e gratuito


http://oglobo.globo.com/economia/abert-considera-preocupante-antecipar-leilao-de-faixa-700-mhz-5735025#ixzz232zPIMkT
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