sexta-feira, 26 de julho de 2019

Stanford Internet Observatory Seeks to Detect Internet Abuse in Real Time



$5 million gift from Craig Newmark Philanthropies will support new program, led by computer security expert Alex Stamos

Massive volumes of data and content continue to exponentially expand across the internet, and the ability to examine the negative impacts of tech on society has not kept pace. The Internet Observatory, a new program at Stanford University, aims to tackle this problem by providing researchers with cutting-edge analytics and machine-learning resources.
A $5 million gift from Craig Newmark Philanthropies will support the recruitment of a team of nearly a dozen people who have the skills and industry experience that are relevant to the Observatory’s research goals.
Part of the Stanford Cyber Policy Center, the Observatory is a cross-disciplinary initiative comprised of research, teaching and policy engagement addressing the abuse of today’s information technologies, with a particular focus on social media. This includes the spread of disinformation, cybersecurity breaches, and terrorist propaganda.
“We are developing a novel curriculum on trust and safety that is a first in computer science education, and our research discoveries will lead to trainings and policy innovations to serve the public good,” said Alex Stamos, Program Director of the Internet Observatory, a research scholar at the university’s Freeman Spogli Institute for International Studies, a visiting scholar at the Hoover Institution and formerly the chief security officer at Facebook. “This gift from Craig Newmark will help make this curriculum a reality by allowing us to bring in diverse and innovative talent.”
“The strength of our democracy depends on ensuring that all people have access to accurate information,” said Craig Newmark, founder of craigslist and Craig Newmark Philanthropies. “The Internet Observatory has a vision for a trustworthy Web, and I’m proud to support their mission-critical work to grapple with disinformation and other ways that bad actors use tech against the common good.”

The Internet Observatory’s new course, “Trust & Safety Engineering,” will be taught for the first time during Stanford’s fall 2019 academic quarter in the Computer Science department. It will introduce the ways in which consumer internet services are abused to cause real human harm, as well as provide potential operational, product and engineering responses.

“There are many potential uses for machine learning to keep people safe online, but this is something that is often missing from the conversation,” said Stamos. “You hear that a company took down 500 accounts belonging to a certain group that spreads disinformation, but don’t hear what we can learn from their operations so that we can do better in the future. Our research platform and courses at Stanford intend to bridge that gap.”

Stamos’s popular “HackLab” course, which combines lectures with hands-on learning, will also be offered at Stanford this fall. Targeted at students who do not have a computer science background, HackLab gives an understanding of the most common types of attacks that are used in cybercrime and cyberwarfare, with the goal of bringing more diverse people and skills into the field.
Renée DiResta, a 2019 Mozilla Fellow in Media, Misinformation and Trust, will serve as the program’s first research manager. As a Mozilla Fellow, DiResta investigates the spread of malign narratives across social networks, and assists policymakers in understanding and responding to this threat. Stamos and DiResta recently introduced this new program at “Securing Our Cyber Future: Innovative Approaches to Digital Threats,” an event hosted at Stanford.

Among the Internet Observatory’s first policy goals is to deliver recommendations on how to jointly protect the 2020 U.S. presidential election to Congress and the major technology firms. The Observatory also plans to provide overviews of critical elections around the world, complete with descriptions of the capabilities that are available to potential bad actors and information on how the public, media and technology companies should prepare to meet these threats.

The Stanford Internet Observatory is a program of the Cyber Policy Center, which is based at the Freeman Spogli Institute for International Studies, the university’s premier research institute for the study of international affairs.
Media contact: Ari Chasnoff, Assistant Director for Communications, chasnoff@stanford.edu, 650-725-2371

domingo, 14 de julho de 2019

Com mudanças no mercado, gravadoras se reinventam e diversificam leque de ações

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Universal Music, por exemplo, acaba de lançar um plataforma de vendas diretas para os fãs; aproximação cada vez maior com o público é um dos pontos fundamentais para as companhias


Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo
14 de julho de 2019 | 03h00


Há tempos, o mercado fonográfico passa por profundas mudanças. E esse foi um processo especialmente difícil para as gravadoras, que, por um período, tentaram entender como proceder diante do avanço digital e da queda das vendas físicas. Isso envolveu até ações judiciais contra pirataria e contra quem fazia download de músicas na internet. As companhias, no entanto, se deram conta que, mais do que combater ou relutar, era preciso se reinventar.
Afinal, não se vendem mais milhões de cópias de discos como outrora. Os lançamentos agora estão nas plataformas de streaming. A forma de lançar música também mudou. Um disco pode ser lançado de uma vez só, ou de surpresa, modelo já experimentado por nomes como Beyoncé e Tribalistas, ou pode ser mostrado aos poucos, single a single, antes de chegar ao streaming, caso do novo trabalho de Madonna, Madame X. Além disso, o artista encontrou muito mais autonomia na sua carreira: tanto para gravar um disco no próprio estúdio quanto para divulgar o trabalho nas redes sociais e no YouTube. É um novo cenário. 
E qual foi o caminho encontrado pelas gravadoras para se enquadrar nessa nova era? Ir além do lançamento de discos, ampliando seu leque de ações, serviços e produtos. Nessa toada, entre outras ações, a Universal Music acaba de estrear uma plataforma de vendas diretas ao consumidor, no www.umusicstore.com. Ali é o espaço dos produtos físicos da gravadora, incluindo, claro, CDs, DVDs, vinis e boxes, mas também peças de decoração, como almofadas e quadros; moda, como bonés e camisetas; e acessórios, como canecas e coolers. “Com o crescimento do digital, a gente viu uma necessidade maior de manter o físico aceso, só que agregando valor e entrando em novos mercados: de decoração, moda e acessórios. Essa indústria movimenta muito dinheiro no Brasil”, diz Paulo Lima, presidente da companhia. “No fundo, a gente entende que os artistas são grandes marcas e que seus fãs querem ter produtos físicos dessa marca do artista.” 
Tim Maia
Vinil do álbum de 1972 é um dos destaques da nova plataforma de vendas da Universal. Foto: Ana Carolina Fernandes/Estadão - 25/9/1988
Além de itens de Charlie Brown Jr., Zeca Pagodinho, Guns N’Roses, Rolling Stones, entre outros, o site traz a loja oficial de Sandy & Junior, incluindo caixa de CDs da dupla, Nossa História, e reúne relançamentos preciosos, entre eles, Domingo, de Gal e Caetano, de 1967; Tim Maia, terceiro disco do cantor, de 72; o clássico Elis & Tom, de 74. “A gente vem com uma linha de produtos que são colecionáveis, são relançamentos de vinis importantes, que não existem mais no mercado”, afirma Paulo Lima, que sentencia: “Assumi a Universal há 3 anos e digo que não sou presidente de uma gravadora, sou presidente de uma empresa de conteúdo, de mídia e de entretenimento. Até porque, muitas vezes, nem gravar mais a gente grava, o artista grava no próprio estúdio. O que a gente faz é traçar uma estratégia desse conteúdo, potencializando através dos nossos canais de comunicação, da nossa mídia, e gerando entretenimento com novos modelos de negócio.” 
A Sony Music também criou uma plataforma de vendas diretas, no www.fanstagestore.com.br. Quem inaugurou a loja online foi o trio pop BFF Girls, com artigos que levam sua marca e, em breve, segundo a gravadora, estarão disponíveis produtos de Fernando e Sorocaba e da banda Natiruts. A ação faz parte da Business Development da Sony, criada para desenvolver um novo modelo de negócios para a companhia e ampliar sua atuação. Essa área tem dois pilares: um atua em contato direto com as marcas e o outro, na promoção de shows, festivais e propagação da marca Filtr Live.
Aliás, a Sony terá um palco da Filtr Live no Rock in Rio, reunindo novos nomes da música. E a escolha do nome do palco será feita pelo público, nas redes sociais do festival. “Num primeiro momento, a diversificação foi uma opção para o declínio das vendas. Mas, no mercado de hoje, bastante competitivo e que cresce à taxa de 30%, ela passa a ser uma questão de diferenciação, de oferecermos aos artistas serviços mais completos junto às marcas e ao público em geral”, afirma Wilson Lannes, vice-presidente da Sony. “Temos hoje também o desafio de conectar nossos artistas às linhas de negócio de shows, sincronização publicitária, branding e prover uma solução completa ao mercado, de conteúdo artístico e musical.”
Ed Sheeran
Produtos do novo disco do músico Ed Sheeran lançado pela Warner foram vendidos em pontos de vendas durante um dia. Foto: Dylan Martinez/Reuters
Para Sergio Affonso, presidente da Warner Music, “em geral, a indústria toda está indo mais ou menos nas mesmas frentes, de abertura de novos mercados”. “Temos trabalhado nas nossas próprias playlists, no nosso canal de YouTube, tentando não só conteúdos clássicos musicais, mas também criando novos produtos, novas formas de comunicar a carreira do artista. Por exemplo, a gente fez a Lucy Alves cozinhando na Toca do Bandido, onde ela também cantava as músicas. Então, são movimentos que toda a indústria está fazendo em conjunto”, diz Affonso.
E, nesse novo trilhar, os canais diretos com o público são fundamentais. “O fã-clube, por exemplo, é algo de vital importância, porque é ali que a gente identifica todos os pontos mais fortes e mais fracos de um projeto que estamos colocando na rua. Então, essa aproximação com o público é crucial hoje, através de Instagram, Twitter, YouTube.” Entre as ações recentes da gravadora, estão o evento Warner Pride, para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, no Rio, com exposição, debates e pocket show; e, por causa do lançamento do álbum, No. 6 Collaborations Project, de Ed Sheeran, os produtos oficiais do projeto ficaram disponíveis apenas um dia em vários pontos de vendas pelo mundo – e, no Brasil, foram encontrados numa unidade da Saraiva, em São Paulo. 
Para Jorge Lopes, diretor executivo da Biscoito Fino, que tem forte atuação nas vendas online, mas também segue trabalhando no mercado físico, diversificar é importante. E, nesse cardápio, podem ser incluídos o podcast da casa, Biscoito para Ouvir, e séries exclusivas como Encarte, com entrevistas com artistas, no YouTube.
“Estamos fazendo acordos para fabricarmos quantidades menores de produtos físicos, para seguirmos atuando nesse mercado. O mesmo acontece com as bookstores: estamos estabelecendo acordos com elas, buscando modelos de negócio viáveis”, diz ele. “Ao mesmo tempo, buscamos viabilizar a comercialização de outros produtos, além de CDs e DVDs. Essa não é uma tarefa simples, necessita de investimentos em pessoal e, principalmente, da aprovação prévia dos artistas.”

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Vírus para espionagem política denunciado pelo WhatsApp foi usado no Brasil

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Pesquisadores encontraram em 2018 rastro digital de mecanismo vendido por empresa israelense a Governos como arma de guerra


O WhatsApp descobriu uma ampla vulnerabilidade que permitiu a instalação —silenciosa e sem qualquer descuido do usuário— de um software de espionagem política em celulares. Segundo revelou o Financial Times nesta segunda-feira, ao infectar o aparelho por meio de uma chamada de voz, o vírus é capaz de acessar informações sensíveis e executar ações, como ativar remotamente a câmera e o microfone. O Facebook, dono do WhatsApp, acusou a NSO Group, uma empresa israelense que fabrica cyber warfare (softwares de guerra cibernética), de ser a responsável pelo vírus infiltrado, chamado Pegasus. O WhatsApp não informou quantas pessoas foram afetadas no Brasil, mas já há rastros do uso do Pegasus no país entre agosto de 2016 e agosto de 2018, em plena corrida eleitoral.
Em setembro de 2018, o Citizen Lab, um renomado laboratório da Universidade de Toronto, publicou o relatório Hide and Seek, um exaustivo estudo no qual foram identificados 45 países com suspeita de infecção pelo mesmo vírus da NSO Group. Um dos países do informe é justamente o Brasil. Não se sabe quem teria comprado a ferramenta de guerra cibernética para usar em território brasileiro. A empresa israelense não a vende para clientes privados —só para Governos nacionais. O Citizen Lab identifica pelo menos 33 possíveis clientes da empresa, entre eles, países já conhecidos pelo uso abusivo destas ferramentas de vigilância contra a sociedade civil, mas os pesquisadores optaram por não revelar quais são eles. Eles dizem que os Estados que consomem o produto podem o estar utilizando para finalidades lícitas, como combate ao terrorismo e crimes virtuais.


Vírus para espionagem política denunciado pelo WhatsApp foi usado no Brasil

A tabela, originalmente publicada no relatório do Citizen Lab, agrupa as áreas afetadas por um mesmo cliente.

À diferença de outros escândalos envolvendo dados pessoais, como o da Cambridge Analytica, que explodiu após eleições norte-americanas de 2016 e obrigou o Facebook a repensar radicalmente sua política de privacidade, programas como o Pegasus não se dedicam à coleta massiva de dados, mas são empregados para monitorar alvos específicos. Trata-se de espionagem política perpetrada pelos Governos e suas Agências, podendo ser vigilância doméstica ou internacional.


Vírus para espionagem política denunciado pelo WhatsApp foi usado no Brasil
CITIZEN LAB

Imagem, originalmente publicada no relatório do Citizen Lab, mostra o domínio utilizado para distribuir o vírus no Brasil entre 2016 e 2018

O que se sabe é que o mesmo comprador que usou o Pegasus no Brasil também deixou rastro digital  em Bangladesh, Hong Kong, India e Paquistão. As infecções em território brasileiro foram associadas a Telemar Norte Leste S.A., que pertence a Oi e fornece serviço de telefonia e banda larga para dezenas de milhões de pessoas, especialmente no Nordeste. A Oi é a única provedora de telecomunicações brasileira que aparece no relatório. Questionada pela reportagem, a empresa informou que não há qualquer relação entre a segurança de seus serviços e suposto impacto do Pegasus para clientes da companhia. E ressaltou, ainda, que não controla nem tem responsabilidade legal sobre os conteúdos acessados e transações realizadas por seus clientes.


Vírus para espionagem política denunciado pelo WhatsApp foi usado no Brasil

A tabela, originalmente publicada no relatório do Citizen Lab, aponta as empresas de telecomunicações onde foram observados vestígios do Pegasus. A Telemar Norte Leste S.A. pertence à Oi e é a única empresa brasileira listada.

Alvos políticos e controvérsia no México

O estudo dos canadenses apontou que a estratégia dos espiões para infectar seus alvos, inclusive no Brasil, era a inserção de links maliciosos em conteúdos políticos. Quando o alvo clica no link, tem seu aparelho infectado. O principal link associado ao vírus no Brasil é o ‘signpetition[.]co’, o que, para o pesquisadores, é mais um indício de que os objetivos da espionagem seriam ativistas políticos.
O caso agora revelado pelo Financial Times transforma a operação em potencialmente muito mais grave. Segundo o WhatsApp, a NSO Group  ão precisa mais nem que o usuário descuidado clique no link esquisito. A empresa, segundo a reportagem, encontrou um atalho para operar por meio de uma falha de segurança no próprio Whatsapp —não importa o tipo, se para uso de negócios, Androide, Apple ou Windows.
A empresa israelense negou qualquer envolvimento com o episódio, mas essa não é a primeira vez que a NSO Group se envolve em polêmicas. A empresa já foi acusada de fornecer programas de espionagem para Estados com histórico de violações de direitos humanos, como a Arábia Saudita. O Governo do México também foi acusado de utilizar a tecnologia israelense para espionar jornalistas, advogados e defensores de direitos humanos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

It´s time to break up Facebook

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Opinion
By Chris Hughes














The last time I saw Mark Zuckerberg was in the summer of 2017, several months before the Cambridge Analytica scandal broke. We met at Facebook’s Menlo Park, Calif., office and drove to his house, in a quiet, leafy neighborhood. We spent an hour or two together while his toddler daughter cruised around. We talked politics mostly, a little about Facebook, a bit about our families. When the shadows grew long, I had to head out. I hugged his wife, Priscilla, and said goodbye to Mark.
Since then, Mark’s personal reputation and the reputation of Facebook have taken a nose-dive. The company’s mistakes — the sloppy privacy practices that dropped tens of millions of users’ data into a political consulting firm’s lap; the slow response to Russian agents, violent rhetoric and fake news; and the unbounded drive to capture ever more of our time and attention — dominate the headlines. It’s been 15 years since I co-founded Facebook at Harvard, and I haven’t worked at the company in a decade. But I feel a sense of anger and responsibility.
Mark is still the same person I watched hug his parents as they left our dorm’s common room at the beginning of our sophomore year. He is the same person who procrastinated studying for tests, fell in love with his future wife while in line for the bathroom at a party and slept on a mattress on the floor in a small apartment years after he could have afforded much more. In other words, he’s human. But it’s his very humanity that makes his unchecked power so problematic.
Mark’s influence is staggering, far beyond that of anyone else in the private sector or in government. He controls three core communications platforms — Facebook, Instagram and WhatsApp — that billions of people use every day. Facebook’s board works more like an advisory committee than an overseer, because Mark controls around 60 percent of voting shares. Mark alone can decide how to configure Facebook’s algorithms to determine what people see in their News Feeds, what privacy settings they can use and even which messages get delivered. He sets the rules for how to distinguish violent and incendiary speech from the merely offensive, and he can choose to shut down a competitor by acquiring, blocking or copying it.
MARK’S INFLUENCE IS STAGGERING, FAR BEYOND THAT OF ANYONE ELSE IN THE PRIVATE SECTOR OR IN GOVERNMENT.
 
Mark is a good, kind person. But I’m angry that his focus on growth led him to sacrifice security and civility for clicks. I’m disappointed in myself and the early Facebook team for not thinking more about how the News Feed algorithm could change our culture, influence elections and empower nationalist leaders. And I’m worried that Mark has surrounded himself with a team that reinforces his beliefs instead of challenging them.
The government must hold Mark accountable. For too long, lawmakers have marveled at Facebook’s explosive growth and overlooked their responsibility to ensure that Americans are protected and markets are competitive. Any day now, the Federal Trade Commission is expected to impose a $5 billion fine on the company, but that is not enough; nor is Facebook’s offer to appoint some kind of privacy czar. After Mark’s congressional testimony last year, there should have been calls for him to truly reckon with his mistakes. Instead the legislators who questioned him were derided as too old and out of touch to understand how tech works. That’s the impression Mark wanted Americans to have, because it means little will change.

We are a nation with a tradition of reining in monopolies, no matter how well intentioned the leaders of these companies may be. Mark’s power is unprecedented and un-American.
It is time to break up Facebook.
We already have the tools we need to check the domination of Facebook. We just seem to have forgotten about them.
America was built on the idea that power should not be concentrated in any one person, because we are all fallible. That’s why the founders created a system of checks and balances. They didn’t need to foresee the rise of Facebook to understand the threat that gargantuan companies would pose to democracy. Jefferson and Madison were voracious readers of Adam Smith, who believed that monopolies prevent the competition that spurs innovation and leads to economic growth.
A century later, in response to the rise of the oil, railroad and banking trusts of the Gilded Age, the Ohio Republican John Sherman said on the floor of Congress: “If we will not endure a king as a political power, we should not endure a king over the production, transportation and sale of any of the necessities of life. If we would not submit to an emperor, we should not submit to an autocrat of trade with power to prevent competition and to fix the price of any commodity.” The Sherman Antitrust Act of 1890 outlawed monopolies. More legislation followed in the 20th century, creating legal and regulatory structures to promote competition and hold the biggest companies accountable. The Department of Justice broke up monopolies like Standard Oil and AT&T.
For many people today, it’s hard to imagine government doing much of anything right, let alone breaking up a company like Facebook. This isn’t by coincidence.
Starting in the 1970s, a small but dedicated group of economists, lawyers and policymakers sowed the seeds of our cynicism. Over the next 40 years, they financed a network of think tanks, journals, social clubs, academic centers and media outlets to teach an emerging generation that private interests should take precedence over public ones. Their gospel was simple: “Free” markets are dynamic and productive, while government is bureaucratic and ineffective. By the mid-1980s, they had largely managed to relegate energetic antitrust enforcement to the history books.
This shift, combined with business-friendly tax and regulatory policy, ushered in a period of mergers and acquisitions that created megacorporations. In the past 20 years, more than 75 percent of American industries, from airlines to pharmaceuticals, have experienced increased concentration, and the average size of public companies has tripled. The results are a decline in entrepreneurship, stalled productivity growth, and higher prices and fewer choices for consumers.
The same thing is happening in social media and digital communications. Because Facebook so dominates social networking, it faces no market-based accountability. This means that every time Facebook messes up, we repeat an exhausting pattern: first outrage, then disappointment and, finally, resignation.
In 2005, I was in Facebook’s first office, on Emerson Street in downtown Palo Alto, when I read the news that Rupert Murdoch’s News Corporation was acquiring the social networking site Myspace for $580 million. The overhead lights were off, and a group of us were pecking away on our keyboards, our 21-year-old faces half-illuminated by the glow of our screens. I heard a “whoa,” and the news then ricocheted silently through the room, delivered by AOL Instant Messenger. My eyes widened. Really, $580 million?



 



segunda-feira, 6 de maio de 2019

Polarização política está relacionada ao enfraquecimento do jornalismo, diz especialista

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Daniela Arcanjo
São Paulo

A avalanche de mudanças trazidas pelas redes sociais, o fenômeno das fake news e a mudança no mercado publicitário abalaram o jornalismo. Para a especialista americana Jane Kirtley, o enfraquecimento dos veículos afeta a democracia.

Para Kirtley, que é professora da Universidade de Minnesota, não há uma resposta pronta para resolver a crise no jornalismo, que envolve a negação dos fatos pelo público e ataques de atores políticos a veículos sérios.

“Essa é uma situação perigosa porque, se não podemos concordar com um conjunto básico de fatos, não sei como podemos ter uma discussão sobre como resolver problemas ou avançar o Estado de Direito, a equidade e todas aquelas coisas que são sinais de civilização”, afirma.

A jornalista e advogada está no Brasil para uma série de eventos. Na quinta-feira (2), esteve na Folha, onde concedeu a entrevista a seguir.

A sra. vê soluções para a crise no jornalismo?
Eu acho que enfrentamos muitos problemas. Até quando seremos capazes de permanecer financeiramente viáveis? A segunda questão é: a liberdade da imprensa pode perdurar em uma época em que homens fortes, em muitos países ao redor do mundo, estão levando seus seguidores a desconfiarem e, em alguns casos, a odiarem a mídia? Para a imprensa sobreviver, é preciso que existam leis que a proteja. Pode ser um estatuto, uma emenda constitucional, qualquer coisa, mas tem que existir. O maior problema é que, à medida que os veículos perdem apoio popular, é mais fácil para o governo impor mais restrições.

As pessoas não compartilham fake news apenas porque elas acreditam naquilo, mas porque querem acreditar. Como podemos mudar isso?
Bem, eu não sei. Porque agora é muito fácil encontrar pessoas, sites e instituições que simplesmente confirmam o que você já acredita. E jornalistas estão constantemente em um estado de fazer perguntas. Os bons jornalistas não levam as coisas como garantidas, não importa com quem eles estejam falando.

Alguns políticos usam o termo fake news para classificar a divulgação de qualquer fato que queiram esconder ou de que discordem. A imprensa deve continuar a usar esse termo?
O importante sobre o conceito de fake news é que precisamos definir o que significa. Você acabou de dizer que, para alguns políticos, é algo que os faz parecer malvados ou revela algo que eles não querem que você saiba. Eu definiria notícias falsas como algo que um jornalista ou outra pessoa publica sabendo que não é verdade e o faz deliberadamente, com a ideia de enganar. Na minha experiência, os jornalistas não fazem isso. Eles cometem erros. Eles entendem errado. Isso não é notícia falsa.

A eleição de vários políticos de extrema-direita no mundo está relacionada com as mudanças na mídia?
Acho que sim. Eu sempre hesito em colocar toda a culpa em uma só coisa, porque obviamente há muitos fatores. A economia é um fator enorme. Mas, se você tem uma imprensa altamente partidária e não tem nada que equilibre isso, então criará esse tipo de visão polarizada em que, em última análise, não é suficiente dizer “não concordo com você”. Eu tenho que dizer que você é malvado. Isso é antidemocrático. Alguns políticos contemporâneos estão dizendo a seus seguidores que o mundo vai acabar se não votarem neles. Essa é uma situação muito perigosa para se estar.



quinta-feira, 25 de abril de 2019

Oito países sul-americanos lutam com a Amazon pelo uso de um domínio na Internet

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A maior empresa de comércio eletrônico do mundo e os Governos disputam o domínio .amazon, carregado de valor simbólico e econômico

Território indígena dos Surui, no Estado de Rondônia, na Amazônia.
Território indígena dos Surui, no Estado de Rondônia, na Amazônia. VICTOR MORIYAMA
A Amazon, a empresa que mais vale em Bolsa no mundo, trava com oito países sul-americanos uma longa e feroz batalha por um pedaço do ciberespaço carregado de valor simbólico e potencial econômico. O cenário são escritórios muito distantes da origem da disputa, a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. As duas partes estão envolvidas em um litígio pelo domínio .amazon, por quem gerencia e como utiliza na Internet o termo Amazônia em inglês. A disputa começou há sete anos, quando a Amazon Inc., a gigante do comércio eletrônico, pediu ao organismo que decide como são distribuídos os domínios (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números, ICANN na sigla em inglês) que o concedesse com exclusividade. Os países afetados não pedem o domínio .amazon para eles, mas exigem uma gestão compartilhada, exigem ter controle sobre como será usado. O enésimo prazo concedido pela ICANN para chegar a um acordo expirou no último domingo.
Esta é uma guerra do século XXI, com advogados e diplomatas nas trincheiras. Uma batalha de desgaste na qual a ICANN tentou, sem sucesso, mediar. “Para nós, tem interesse histórico, cultural... Existe o sentimento de que se perde a propriedade na Internet de algo que é nosso há séculos”, diz em uma entrevista por telefone o embaixador Achilles Zaluar, diretor do departamento de promoção tecnológica do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o país onde está localizada a maior parte dos sete milhões de quilômetros quadrados da Amazônia (quase o dobro da superfície da União Europeia). “Ninguém discute a marca ou os interesses comerciais da empresa, mas o território digital”, ressalta. “Queremos que o direito de nos opormos se surgirem diferenças (sobre o uso do domínio) e queremos poder recorrer a uma arbitragem independente”, diz em referência aos oito países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, reunidos na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, batizou a empresa que criou com sua então esposa, MacKenzie, com o nome em inglês do rio mais longo do mundo porque pretendiam criar a maior livraria online do mundo. A Amazon cresceu muito mais, enquanto a Amazônia foi encolhendo devido ao desmatamento. O empresário norte-americano deu o nome de Amazon quando procurou em um dicionário por palavras que começassem com A. Não foi sua primeira escolha. A empresa de roupas esportivas Patagonia desistiu de um processo similar anos atrás diante da oposição de Argentina e Chile.
A Amazon tentou convencer os países amazônicos no ano passado com a promessa de cinco milhões de dólares (aproximadamente 19,62 milhões de reais) em livros eletrônicos Kindle e espaço de armazenamento na nuvem. Não aceitaram.

OUTROS CASOS

Fundada em 1998, a ICANN é o órgão que distribui os nomes e os números na Internet. Ou seja, os domínios (os nomes dos sites) e os IP (os longuíssimos números que são o documento de identidade de cada computador). Estes são outros casos interessantes ou relevantes que enfrentou.
.Patagonia: a empresa de roupas esportivas retirou seu pedido há alguns anos diante das críticas de Argentina e Chile.
.africa foi concedido a uma ONG sul-africana depois que dois terços dos países da União Africana concordaram.
Os domínios .nyc, .rio ou .berlin foram concedidos há anos, explica De la Parra, vice-presidente da ICANN.
.bar foi solicitado por empresários mexicanos que também pediram .cafe. Mas acontece que em Montenegro existe uma cidade chamada Bar, de modo que só conseguiram fazer com que a ICANN lhes concedesse o primeiro domínio depois da aceitação do prefeito montenegrino.
Na verdade, o litígio não é tanto pelo domínio .amazon, mas pelos chamados domínios de segundo nível que poderia gerar, como .hotel.amazon ou .turism.amazon porque, de acordo com o diplomata brasileiro, “poderia fazer as pessoas acreditarem que é garantido pelas autoridades da região, por exemplo.”
A ICANN estabeleceu há muitos anos as regras básicas de uso dos domínios, segundo as quais uma empresa ou um particular não podem ficar com o domínio de um país, por exemplo. E a concessão dos domínios geográficos requer a aprovação das autoridades locais. Mas quando a Amazon Inc. pediu para gerenciar sozinha o domínio .amazon, o termo não foi considerado geográfico porque “as traduções não são contempladas”, explica por telefone do México Rodrigo de la Parra, vice-presidente da ICANN para a América Latina e o Caribe. A batalha é pelo termo em inglês, não pelas denominações originais da Amazônia ou Amazonas.
De la Parra admite que é uma das disputas mais importantes que estão sobre na mesa deste órgão técnico e independente e também uma das mais longas, mas não é a única. Existem cerca de 1.200 solicitações para usar domínios para fins comerciais. “Passou tanto tempo porque premiamos o consenso. Nós somos neutros”, salienta de la Parra, um dos vice-presidentes desse órgão que inclui representantes de Governos, do setor privado e da comunidade tecnológica. Acrescenta que a ICANN mediou sem sucesso durante um ano antes de colocar vários prazos nos últimos meses que as partes descumpriram.
A última tentativa, explica o representante da ICANN, foi pedir à empresa “uma proposta que respeitasse as preocupações genuínas dos países de que respeitará o legado dos países amazônicos”. A carta, de 26 páginas, não satisfez os países que responderam em duas páginas pedindo mais tempo para tentar chegar a um acordo com o gigante do comércio. A diretoria da ICANN, composta por 21 pessoas, poderia tomar a decisão final ou ampliar novamente o prazo. O embaixador brasileiro Zaluar argumenta que, se for dado razão para a empresa Amazon, se estabelecerá um “precedente muito ruim” e cogita que as canetas Mont Blanc possam ser as próximas. As novas batalhas do século 21.