segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Falta de acesso à internet cresce na pandemia e agrava desigualdade

 




RIO - A pandemia agravou a desigualdade no acesso à internet no Brasil, o que pode deixar cicatrizes sociais em crianças e jovens: com a exclusão digital e a disparidade no acesso à educação, o risco de os filhos não conseguirem ter renda superior à dos seus pais quando adultos aumenta. O alerta é do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), criado recentemente pelos economistas Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Paulo Tafner.

Os dados cruzados pelo instituto mostram que só 29,6% dos filhos de pais que não tiveram qualquer instrução têm acesso à banda larga. Nos lares onde os pais têm curso superior, essa parcela sobe para 89,4%. E mais: 55% dos filhos de pais sem instrução não têm acesso à internet. A fatia cai para 4,9% quando os pais concluem a universidade.

Segundo Tafner, diretor-presidente do instituto, já é certo que o país vai piorar no indicador de mobilidade social entre gerações, que tem avançado desde a década de 1960 com a universalização da educação básica:

— Um dos principais caminhos para aumentar a mobilidade social é a educação. No caso do Brasil, na pandemia, ampliou-se esse fosso digital. Os meninos e meninas que estão em escolas particulares têm aula remota. E praticamente nenhuma escola pública teve aula presencial ou remota. A possibilidade de mobilidade social foi diminuída.

Com internet falha, a estudante Samara Victoria, que mora na Rocinha, teve que recorrer ao celular para acompanhar o pré-vestibular. Pandemia ampliou desigualdades no país Foto: ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
Com internet falha, a estudante Samara Victoria, que mora na Rocinha, teve que recorrer ao celular para acompanhar o pré-vestibular. Pandemia ampliou desigualdades no país Foto: ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-secretária municipal de Educação do Rio, cita pesquisa que mostra que 68% das chances do sucesso de uma criança na escola dependem da escolaridade dos pais.

— Um ano letivo fora da escola vai afetar de forma muito mais importante as famílias que estão em situação de maior vulnerabilidade, em casas onde os jovens se acumulam na cozinha com o resto da família para tentar aprender, compartilhando um celular.

Duas realidades

Samara Victória e Ana Bueno de Freitas, ambas com 18 anos, moram na Zona Sul do Rio e compartilham do mesmo objetivo: conquistar uma vaga em uma universidade pública. Para isso, as duas estudaram on-line no ano passado para se preparar para o Enem. Mas um abismo social e digital separa as duas jovens, que moram na Rocinha e em Copacabana, respectivamente.

Samara sonha em ser médica e tenta pela segunda vez uma vaga no curso de Medicina. Ela acompanhou aulas remotas no pré-vestibular comunitário da Rocinha . Apesar de ter acesso a Wi-Fi e celular com 4G, o serviço é pré-pago e seu pacote de dados, limitado.

— Às vezes o Wi-Fi falha, e eu preciso rotear a internet do celular. Mas já tive que sair mais cedo da aula porque a internet do celular ia acabar.

Acesso à internet é fundamental para ampliar oportunidades de trabalho no futuro Foto: Arquivo
Acesso à internet é fundamental para ampliar oportunidades de trabalho no futuro Foto: Arquivo

Em 2020, Samara perdeu o pai. A mãe perdeu o emprego, e a filha a tem ajudado a montar uma barraca em uma feira perto de casa.

Já Ana pôde se dedicar integralmente ao estudo durante a pandemia. Concluiu o ensino médio no ano passado e pretende cursar Direito ou História. Com acesso à internet em casa e no celular, acompanhou as aulas on-line do colégio, fez aulas remotas particulares e ainda teve acesso a um curso preparatório a distância:

— Eu me vejo numa condição de muito privilégio. Tive um escritório em casa, computador, acesso a professores, psicóloga e não tive de trabalhar nem em casa.

Pobreza digital

O sociólogo Carlos Ribeiro, do Iesp/Uerj, afirma que ainda é difícil prever se a mobilidade social vai diminuir, mas certamente a desigualdade nas chances de ter um futuro melhor que o dos pais vai aumentar com a perda do ano letivo entre os mais pobres:

— Entre a origem e o destino socioeconômico, a educação tem efeito muito forte. Ter esse desastre na educação é muito ruim.

O risco da exclusão digital é global, e os efeitos podem ser mais intensos num país que é o nono mais desigual do mundo como o Brasil. O Relatório de Riscos Globais de 2021, do Fórum Econômico Mundial, divulgado na semana passada, alerta que “um crescimento da lacuna digital pode maximizar as fraturas sociais e minar as perspectivas de uma recuperação inclusiva”.

Para Marcelo Medeiros, sociólogo e professor visitante na Universidade de Princeton, o acesso digital é, hoje, um direito fundamental e “não foi incluído na Constituição na década de 1980 porque o mundo era diferente”. Agora, deveria ser incluído:

— Como focamos na erradicação da fome, da pobreza pela renda, temos que focar na erradicação da pobreza digital.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

“É hora de mudar de via”, alerta Edgar Morin

 




Mente lúcida e fala contundente o acompanham em quase um século de vida. Edgar Morin (Paris, 1921) passou estes longos anos apegado à sua fecunda obra filosófica e sociológica, sendo testemunha presencial de guerras, regimes hegemônicos, agitações políticas, explosões sociais, revoluções tecnológicas. E agora, de uma pandemia.

A reportagem é de Mariela León, publicada por Cambio 16, 16-11-2020. A tradução é do Cepat.

Morin, um dos intelectuais mais destacados da Europa, continua colaborando com ideias para o debate coletivo. Desta vez, sob os sinais de uma crise sanitária sem precedentes, que deixa rastros ainda não mensurados.

Autor da Teoria do Pensamento Complexo e de ao menos outros trinta e cinco títulos, Morin incorpora um a mais nestes tempos difíceis. Com o selo da editora Paidós, coloca no mercado Cambiemos de vía: lecciones de la pandemia, um texto reflexivo acerca dos ensinamentos que a calamidade gerada pelo SARS-CoV-2 deixa para a humanidade.

“Esta crise aberta pela pandemia me surpreendeu enormemente. Mas não surpreendeu minha forma de pensar, ao contrário, a confirmou. No final das contas, sou filho de todas as crises que meus 99 anos passaram. O leitor compreenderá, então, que eu considere normal esperar o inesperado e prever que o imprevisível pode acontecer”, comentou.

Estas páginas se somam a Rumo ao abismo? (2008), A via: para o futuro da humanidade (2011) e Penser global. L’humain et son univers (2015), para citar seus livros mais recentes.

Em Cambiemos de vía, Morin retira lições da crise que vivemos e da inimaginável quarentena de mais da metade do planeta. A partir de sua visão filosófica, deixa em seu texto uma sequência de considerações sobre a existência, a condição humana, a incerteza de nossas vidas. Também sobre a nossa relação com a morte, nossa civilização, o despertar da solidariedade e a desigualdade social no confinamento.

Também adverte sobre a diversidade de situações e a gestão da epidemia no mundo, a ciência e a medicina. Assim como sobre a falta de pensamento e ação política, a crise na Europa, a crise global.

A pandemia vista por Edgan Morin

Um vírus muito minúsculo, como todos, procedente de uma longínqua cidade da China colocou o mundo de pernas para o ar. “É evidente que a história conheceu muitas pandemias. Mas a novidade da Covid-19 é que provocou uma policrise mundial de componentes, interações e incertezas múltiplas e inter-relacionadas”, aponta.

Enfrentamos novas perspectivas: grandes incertezas e um futuro imprevisível. E a humanidade atual, que vive em um fluxo de tensões, não se preparou. “É o momento de mudarmos de via pela proteção do planeta e uma humanização da sociedade”.

Em uma entrevista publicada pelo jornal Le Monde, o filósofo e escritor argumenta que “a pós-pandemia será uma aventura incerta, na qual se desenvolverão as forças do pior e do melhor. Ainda que estas últimas ainda sejam frágeis e dispersas. Mas o pior não está dado, e o improvável pode acontecer”.

Para Edgar Morin, é difícil saber o que acontecerá após a pandemia. “Se depois da quarentena, as condutas e ideias inovadoras serão mantidas com seu impulso ou a ordem será reestabelecida, após a sacudida. Podemos ter o grande temor do retrocesso da democracia, triunfo da corrupção e a demagogia, regimes neoautoritários, iniciativas nacionalistas, xenófobas, racistas”.

Sugere que “todas os retrocessos (e no melhor dos cenários, estagnação) são prováveis, enquanto não surgir a nova via política-ecológica-econômica-social conduzida por um humanismo regenerado. Esta nova via multiplicaria as verdadeiras reformas que não se limitam a reduções orçamentárias, mas que são reformas da civilização, sociedade, vinculadas às reformas da vida”.

O bom, o ruim, o inimaginável

Desta crise, que agora acumula sua segunda onda, deve ser retirada várias lições. Edgar Morin sugere que se deve tomar consciência a respeito da existência de pessoas que viveram a pandemia na escassez e na pobreza. Daqueles que não puderam ter acesso ao supérfluo e frívolo, e que merecem chegar ao estágio no qual se dispõe do desnecessário.

Esta brutal pandemia mudou repentinamente nossa relação com a morte. “De repente, o coronavírus provocou a irrupção da morte pessoal, até então postergada para o futuro na parte imediata da vida cotidiana”. Recordou a contagem de mortes, dia a dia, e a desoladora ação de enterrar os nossos, sem ao menos uma despedida.

No entanto, apontou algumas boas lições trazidas pela pandemia. Despertou a memória (ao ser todo-poderoso, o “homem” pensou que havia dominado a natureza e esqueceu das grandes epidemias da Idade Média, as graves crises econômicas). E despertou a solidariedade, iluminadas sobre a diversidade de situações e desigualdades humanas, sobre as incertezas científicas”.

Hoje, devemos enfrentar os novos desafios do ser humano. “O desafio de uma globalização em crise, existencial, político, digital, ecológico, econômico. O perigo, caso não enfrentemos estes desafios, será um grande retrocesso intelectual, moral e democrático”.

 

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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Conversas: Francisco Brito Cruz e a influência do digital na política

 








Na semana em que estreia o documentário ‘O Dilema das Redes’, na Netflix, poucas pessoas são tão adequadas para tratar do tema quanto Francisco Brito Cruz. Com doutorado em Sociologia do Direito pela USP, diretor do InternetLab, ele conhece com profundidade todas as peças deste debate. Como funciona a internet — e as redes sociais —, como é a estrutura jurídica do país, a sociedade brasileira e também seu jogo político. Em entrevista ao editor Pedro Doria, Chico explica os conceitos essenciais do debate e tenta ajudar a compreender qual o tamanho real da interferência das redes na política.



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sábado, 19 de setembro de 2020

Trump proíbe TikTok nos EUA a partir de domingo (20)





O governo dos Estados Unidos anunciou que vai banir no domingo (20) os downloads do TikTok e do WeChat no país. A ordem foi emitida nesta sexta-feira (18) pelo Departamento de Comércio e impede que os aplicativos sejam baixados nas lojas da Apple e do Google.

Por ora isso não significa que os aplicativos desaparecerão dos celulares dos norte-americanos, mas a ordem indica que eles deixarão de existir nas lojas de downloads e que não receberão mais atualizações.

+ Trump diz que governo conversou com Walmart e Oracle sobre TikTok
+ Guerra contra o TikTok frustra ambições tecnológicas chinesas
+ YouTube lança ‘Shorts’ e vai disputar mercado com TikTok

Segundo o Business Insider, a ordem pode ser removida até domingo, caso a TikTok aceite fechar negócio com uma empresa de tecnologia dos Estados Unidos. Na segunda-feira (14) a Oracle havia anunciado um acordo de cooperação com o app chinês, mas a proposta não foi suficiente para acalmar o governo Donald Trump.

“As ações de hoje provam mais uma vez que o presidente Trump fará tudo ao seu alcance para garantir nossa segurança nacional e proteger os americanos das ameaças do Partido Comunista Chinês”, disse em comunicado o secretário do Departamento de Comércio dos EUA, Wilbur Ross.

São mais de 80 milhões de usuários do TikTok nos EUA e cerca de 1 bilhão em todo o mundo. Agora, todos estão reféns da guerra ideológica envolvendo Trump e o governo chinês, que é acusado de roubar dados dos usuários do aplicativo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Ukrainian Developer Built a $19.3 Billion App — Because Silicon Valley Was Too Ignorant to Do It

 




33-year-old Jan Koum capitalized on Silicon Valley’s blind spot and built the world’s largest messaging platform with $0 ad spend





“I did 9 years at Yahoo.”

Yes, Jan Koum referred to his time at Yahoo as a prison sentence. It makes sense: back when Koum had a Linkedin profile, his last three years at the company were described as “did some work.”

Jan didn’t fit into the Silicon Valley culture. Born and raised in a Communist Ukraine village, Jan moved to Mountain View with his mother at the age of 16. He never really understood the light-minded nature of U.S. school friendships. “In Russia, you really get to know a person,” he said.

“He was very no-nonsense, like ‘What are your policies here; What are you doing here?’” Other Ernst & Young people were using “touchy-feely” tactics like gifting bottles of wine. “Whatever,” says Brian Acton. “Let’s cut to the chase.”

Acton, Yahoo’s employee forty-four, loved Koum’s ‘no-bs’ approach, and helped him get a job at the company. Over the next 9 years, the two would regularly play ultimate Frisbee together. They didn’t yet know they were about to create a $19 billion app.

Koum’s quotes and personal story based on these three sources.


+54 + 9 + [area code] + [subscriber number]

That used to be Argentina’s telephone code formula for mobile calls. If you were in Argentina, and you wanted to call your mom back in the States, you had to solve this little equation every time.

International calls were also ridiculously expensive in 2007, so when Koum quit his job at Yahoo! and decided to travel the world, he wasn’t exactly fond of spending thousands on phone bills just to connect with friends abroad. He had an idea.

The iPhone had just been launched, and these were the pre-Messenger, pre-Instagram, pre-last-active days. Most voice calls would be preceded by a “hey, can you talk?” SMS conversation. The costs of these messages, if you were abroad, added up quickly.

Enter WhatsApp 1.0. Enchanted by Apple’s newly-released SDK and empowered by address book APIs, Koum built an app that displayed user status on mobile phones. Desktop apps like Skype already had the feature (“away,” “busy,” “online,”) but mobile phones had no equivalent.

The idea was that before making a phone call, users would open WhatsApp and see if the recipient is “online.”

“It failed horribly. Like, it was a disaster. It was depressing. Nobody used it.”


“I’m going to a bar.”

Then, on June 17, 2009, Apple introduced push notifications, and it changed everything.

Previously, WhatsApp 1.0 users had to log in to the app to check on their friends’ statuses. It was a ritual you had to perform every time you wanted to call somebody. Too much work.

With push notifications now available, users started actively changing their status — because all other WhatsApp users on their contact list would get notifications. If you were a WhatsApp 1.0 user, here’s what your feed would look like:

James: having lunch. call in 1 hr.

Martha: off to the gym.

Jessica: 3-hour flight.

See how any of these notifications can instantly spark a conversation? Koum realized that people used WhatsApp not to see if other people were online, but to communicate their own activities. He realized that people wanted a messaging interface, not just a status one.

“We noticed that people would use the status as a way to communicate with each other. They would change the status to say something like, ‘I’m going to a bar.’ And the change in status would broadcast to all the other people who used WhatsApp in your address book.”

Building the additional messaging functionality was almost a formality, Koum recalls. He did that, and the user count took off.


Nokia? What’s a Nokia?

Even though WhatsApp 2.0 found its first success on the Apple App Store, it would have never become the world’s largest messaging platform just with iOS alone. Only 68 million Americans use Whatsapp — a minuscule number compared to its 1.6 billion user base.

Koum quickly realized that it wasn’t the iOS-penetrated, English-speaking U.S. market that would form the critical mass of WhatsApp users. Free international messaging primarily appeals to people who have friends and partners abroad — which isn’t America’s strong suit. Americans travel and study abroad less, compared to Europeans and Asians.

Steering away from iOS wasn’t a popular decision in Silicon Valley at the time. CEOs in Pato Alto were quick to argue that Android users are less willing to pay and that the platform was difficult to build on due to fragmentation. These were sound arguments.

Koum, an immigrant and a traveler has seen firsthand that most people outside of the U.S. didn’t own iPhones. They had Samsungs, Huaweis, Xiaomis, Nokias (which had its record year in 2007.)

“Visiting my friends in Russia and Ukraine and Israel, I would see that Nokia was really really popular all over the world. And, for some reason, not in the United States.”

Instead of playing along with Silicon Valley’s iOS-first agenda, Koum was quick to enroll WhatsApp versions for non-Apple devices. He launched WhatsApp on Android in August 2010 (just one year after the initial 2.0 success.) Nokia support was added in August 2011.

“We made a commitment to build on Nokia early on. […] It actually helped fuel our growth in a big way, because there were a lot of Nokia users who wanted to connect and be a part of WhatsApp group chats and WhatsApp messaging with their friends.”

The result was intoxicating. Since WhatsApp 2.0 was launched, it added roughly 328,767 users per day. Most of those users were from India, South America, and Europe.


4 reasons why Jan Koum’s WhatsApp 2.0 sold for $19 billion

Jan Koum’s journey is an embodiment of the hero’s journey in the 21st century. Here are four reasons why Koum’s little project turned into one of the biggest inventions of the last decade in just 5 years:

He had data in the age of data

WhatsApp was never a cash cow. Koum would sometimes turn on $1 annual subscription fees to slow down growth. However, it wasn’t revenue that made WhatsApp such a lucrative purchase for Facebook (which it displayed by making it free for all users) — it was data.

With location sharing data, 65 billion messages sent per day, and access to users’ entire contact lists, Facebook has access to a ton of personal information — all uploaded and saved on its servers. While Mark Zuckerberg has previously promised that this data won’t be used to improve consumer targeting in Facebook ads, it will be unless the user changes the settings to not share information with Facebook. (source)

The picture becomes even clearer when you consider that Koum said he was leaving Facebook because of how they managed WhatsApp users’ data.


He focused all of his energy on growth, not revenue

Silicon Valley’s arguments why CEOs shouldn’t bother with Android are legitimate. Android users will spend less on average. Android is fragmented — both in software and hardware. And yes, perception becomes the reality, and if investors don’t believe in Android, they will be less likely to invest.

But, as Jan Koum has shown, that’s the classic good-is-the-enemy-of-great type of thinking. WhatsApp blew up because it catered to cohorts considered unsexy in Silicon Valley — the non-US, non-English-speaking, non-Android audience. If these users would have no value, Facebook wouldn’t have bought the app for $19 billion.


He was in the right place at the right time

Koum himself is an extremely humble person. He’s the type of guy to say “bless you” whenever someone in the audience sneezes during his keynote, and he’s quick to remind us that he owes a large part of his success to luck.

In 2007, the world was primed to undergo a messaging revolution. Apple had just redefined the word ‘smartphone,’ and while most tech minds were zeroed in on exploring the capabilities of the new iPhone, Koum’s international experience showed him a bigger picture of SMS shortcomings — like ridiculously high costs, limited media support and unreliability.


He relied on customer feedback, not the opinions of his friends

It is nauseating to think about how many inventions never come to be purely because of something someone once said.

For example, when Koum was launching WhatsApp 1.0 — the status app — all of his friends told him that it was a good idea. Nobody told him they’d never use it. Perhaps they didn’t know themselves. Perhaps they didn’t want to insult him.

With WhatsApp 2.0, Koum learned his lesson and relied on customer feedback alone. Group chats, image messages and “seen” statuses were all user ideas — implemented by Koum and his team. Users loved it, and that’s why WhatsApp grew exponentially and never had to invest a single penny into marketing.


5 fun facts about Jan Koum and WhatsApp


If it sounds sexy, it’s probably not a billion-dollar idea

For me, the main takeaway from Jan Koum’s story is that the biggest opportunities often lie in markets that don’t sound attractive. When the iPhone was launched in 2007, nobody in Silicon Valley wanted to build Android apps for the Indian market. But Jan Koum did, and his achievements can certainly be considered attractive.